O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, se definiu como uma "indicação técnica" para o cargo que ocupa, rebatendo as acusações de ter sido uma indicação política, assim como os demais diretores da agência reguladora do setor aéreo. Essa tem sido uma crítica comum ao trabalho da agência nesse período de dez meses, em que os aeroportos estão vivendo tumultos provocados por atrasos e cancelamentos de vôos.

"Sinto que minha indicação foi técnica porque foi respaldada por 27 entidades do setor aéreo e de turismo e ainda foi aprovada pelo Senado Federal", afirmou Zuanazzi, durante entrevista coletiva convocada para esta tarde. Ele afirmou ainda que os técnicos do extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) estão trabalhando no corpo técnico da Anac, respaldando as decisões da agência que precisam atender as determinações legais. "Não parece crível que essas pessoas (os técnicos do antigo DAC) deixaram de ser técnicas de uma hora para a outra", comentou.