Mais uma vez, cinco dos seis principais reservatórios de São Paulo registraram queda no volume armazenado neste sábado, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Também em cinco dos seis reservatórios, a pluviometria ficou zerada. Somente no principal sistema do Estado, o Cantareira, houve um aumento (+0,1 mm) nesse indicador de ontem para hoje.

Apesar da chuva na região, o Cantareira perdeu volume de água pelo segundo dia seguido e opera com 6,6% da capacidade, ante 6,7% do dia anterior. Esse é o menor nível desde o acréscimo da segunda cota do volume morto, em outubro. Neste início de janeiro, tem chovido abaixo da média na área do manancial: o volume acumulado do mês é de 47,2 mm. A média histórica para o mês de janeiro inteiro é de 271,1 mm.

“Considerando que já estamos no dia 10, podemos ver que está chovendo muito menos do que a média”, afirmou o governador Geraldo Alckmin neste sábado, em entrevista coletiva após participar da inauguração da UTI adulta no Hospital Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo. “O ano de 2013 foi o ano mais seco no Estado dos últimos 125 anos e 2014, segundo a Nasa, foi o ano mais quente”, afirmou Alckmin.

Outros mananciais

Apesar de não ter registrado um aumento no porcentual pluviométrico, o sistema Alto Tietê foi o único dos seis sistemas de água que não sofreu uma redução no volume armazenado. O indicador permaneceu em 11,6% de ontem para hoje.

O Sistema Guarapiranga também ficou com a pluviometria zerada. O resultado, entretanto, foi uma queda de 0,2 ponto porcentual no volume armazenado, ficando em 39,7%.

Antes com 30,8% da capacidade, o Alto Cotia caiu para 30,6%. No local, o registro da pluviometria ficou zerado.

O Sistema Rio Grande teve uma perda de 0,5 ponto porcentual, ficando em 70,9% da capacidade de armazenagem. A pluviometria ficou em zero.

E o reservatório de Rio Claro caiu 0,4 ponto porcentual, chegando a 28,3%. Assim como na maioria dos sistemas, a pluviometria também ficou em zero.