São Paulo – A viúva do prefeito de Campinas Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, Roseana Garcia, apresentou ontem abaixo-assinado com 53 mil assinaturas pedindo a reabertura das investigações em torno do assassinato, ocorrido em 10 de setembro de 2001. Roseana quer que o caso seja novamente investigado pela Polícia Federal e discorda da Polícia Civil de Campinas e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que concluíram que o prefeito foi morto porque atrapalhou a fuga de uma quadrilha de seqüestradores. Roseana afirmou que vai entregar o abaixo, assinado também à Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Toninho foi morto depois de sair do Shopping Iguatemi de Campinas, por volta das 22h40, com três tiros disparados contra o carro que dirigia, um Palio. Um mês depois, numa ação em Caraguatatuba, a polícia matou Anderson José Bastos e Valmir Conti, suspeitos de estarem envolvidos na morte do prefeito. Em novembro, a polícia prendeu Anderson Rogério David, Flávio Roberto Mendes Claro, Globerson Luís Moraes da Silva e o menor A.S.C., conhecido como Adrianinho.

Todos foram soltos, exceto o menor, que respondia processo por porte ilegal de arma, objetos roubados e entorpecentes. Em janeiro de 2002, o delegado seccional de Campinas, Osmar Porcelli, foi afastado do cargo e do caso e a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa assumiu as investigações. O seqüestrador Andinho foi preso em fevereiro e, em maio, o DHPP concluiu o inquérito sobre a morte do prefeito e atribuiu a morte à quadrilha de seqüestradores liderada por Andinho.

Rota de fuga

Segundo a polícia, Toninho trafegava pela Avenida Mackenzie, em Campinas, e atrapalhou a rota de fuga da quadrilha, que minutos antes havia tentado sem sucesso um seqüestro num bairro próximo. Na fuga, os seqüestradores teriam atirado no carro do prefeito para abrir passagem na avenida. A Justiça aceitou denúncia contra o seqüestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, por co-autoria na morte do prefeito.

Em 1989, Toninho foi vice-prefeito na chapa de Jacó Bittar. Dois anos depois da posse, rompeu com Bittar e deixou a Prefeitura. Nas eleições de 1996, voltou à candidatura, desta vez como prefeito na chapa do PT e perdeu no primeiro turno. Nas eleições de 2000 foi eleito prefeito com 59,79% dos votos.