Tão certa quanto a passagem de trios elétricos pelas ruas e avenidas no carnaval de Salvador é a virose que vitima milhares de foliões nas semanas seguintes à folia. Segundo os médicos, a grande concentração de pessoas, a queda da resistência imunológica causada por pouco sono e alimentação inadequada e a exposição às variações climáticas durante os dias da festa são os principais responsáveis pela “gripe de carnaval”, que todo ano lota os postos de saúde da capital baiana.

A virose deste ano já tem nome: Ziriguidum, a música da banda Filhos de Jorge que se tornou a mais tocada nos circuitos do carnaval da capital baiana este ano. E já tem, também, as primeiras vítimas, que começam a chegar aos postos médicos.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde, os sintomas desta virose, de acordo com os primeiros pacientes a procurarem os postos, são semelhantes aos de um forte resfriado – dores de cabeça e no corpo, coriza, febre baixa ou moderada, inflamação na garganta e desânimo, durando entre três e seis dias. Nos anos anteriores, a gripe de carnaval foi mais severa, causando diarreia e vômitos, em muitos casos.

De acordo com a secretaria, a Ziriguidum deve responder pela maioria dos atendimentos nos postos de saúde até a Páscoa, no fim de março. O tratamento é sintomático e depende do repouso e da boa alimentação do paciente.