São Paulo – O País tem mais de 600 mil vigilantes trabalhando para 4.500 empresas clandestinas e prestando serviços de vigilância e segurança sem condições legais e técnicas de funcionamento. Elas contratam pessoas sem formação, não verificam antecedentes criminais, não submetem os vigilantes a exames de saúde física e mental, não respeitam o piso salarial e não recolhem encargos sociais. A afirmação é do presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada de São Paulo (Sesvesp), José Jacobson Neto. As 1.600 empresas registradas na Polícia Federal têm 500 mil vigilantes e faturaram no ano passado R$ 8,5 bilhões. O corpo policial no País tem 480 mil homens.

Jacobson afirmou que a empresa em que trabalhava o vigilante Carlos Almeida Oliveira Souza, acusado de matar Guilherme Mendes de Almeida, de 15 anos, funciona de maneira irregular. Explicou que os vigilantes não podem fazer a segurança de praças e ruas. “É competência da polícia.” E devem andar armados somente nas empresas, na escolta de cargas, no transporte de valores e na segurança pessoal. As armas devem ser das empresas de segurança e devolvidas após o horário de trabalho.

Riscos

O presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jefferson Simões, declarou que os clandestinos oferecem perigo para a sociedade. “A desinformação do contratante e o vigilante barato são motivos para o crescimento da clandestinidade.”

O diretor da Sesvesp Jofre Sandin, dono da Belfort Segurança, confirma os riscos da contratação de clandestinos. “Ele não foi treinado para usar uma arma. É despreparado e comete atos como esta barbárie contra o menino de 15 anos.”