Vigia é condenado por manter mulher em cárcere privado

O Tribunal do Júri da Comarca de Canoas (RS) condenou o vigia Rodrigo Luciano Luz a 23 anos de reclusão por ter mantido sua ex-companheira em cárcere privado por 69 horas, no mais longo caso do gênero registrado no Rio Grande do Sul até hoje. A decisão foi tomada na madrugada desta terça-feira, 23, ao final de uma sessão que durou 15 horas. O regime inicial de cumprimento da pena será fechado.

O sequestro ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2010. A denúncia oferecida pelo Ministério Público narrou que Luz, inconformado com a separação, entrou na casa da ex-companheira portando arma de fogo e passou a impedir que ela e seus dois filhos – um menino de 11 anos e uma menina de sete anos à época – saíssem de casa. No dia seguinte, libertou as crianças, mas manteve-se irredutível, chegando a disparar um tiro para fora da casa, onde o namorado de uma irmã da mulher tentava demovê-lo do sequestro. O vigia só se entregou à polícia ao final do terceiro dia.

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