O candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, o sindicalista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, mal saiu de uma encrenca (acusado de fraudar recursos do FAT), está envolvido em outra. Desta vez, o Paraná entra na história. O jornal Tribuna do Norte, de Apucarana, divulgou em reportagem uma polêmica compra de terreno de 78,8 hectares, em Faxinal, no centro do Estado. Na realidade, o terreno foi comprado pelo policial civil João Pereira da Silva, irmão de Paulinho, conhecido por “João Tira”.

Mas João Pereira seria um laranja na história, porque o empresário José Maurício Davantel, dono de dois postos de gasolina na região de Faxinal, diz ao jornal que quem comprou o terreno foi o candidato a vice na chapa de Ciro Gomes. Davantel diz que “João Tira” pagou em agosto de 1998 a importância de R$ 100 mil à vista pelo terreno, em dinheiro, e ainda disse que o terreno era de um irmão dele, que era sindicalista em São Paulo. Apesar de o negócio ter sido fechado, a propriedade ainda não foi registrada em nome do novo dono no cartório de imóveis do município.

E além disso, o terreno comprado em agosto de 1998 foi constar na declaração de Imposto de Renda de “João Tira” somente neste ano, referente ao exercício de 2001. Ele alegou falta de dinheiro para registrar o imóvel em seu nome no Cartório de Registro de Imóveis de Faxinal. O que levantou a suspeita de Davantel, no negócio, foi o fato de “João Tira” ter mostrado pressa para fazer o negócio, ter pago e, depois disso, não se preocupar em registrar a propriedade, que atualmente está avaliada em R$ 200 mil. “João Tira” alega que pagou R$ 65 mil pelo terreno, dinheiro conseguido com a venda de seus bois. Ele disse que conseguiu esse dinheiro como policial e no comércio de bois. O seu salário é de R$ 800 por mês, sem os descontos.