Um perde terreno. E o outro fica quieto

São Paulo (AE) – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato a presidente, apesar de possuir no estado uma aprovação administrativa superior em mais de 50% à do governo federal, não consegue transformar, pelo menos por enquanto, essa percepção positiva do eleitorado paulista em intenção de votos numa disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A constatação é amparada pelo resultado da pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) divulgada ontem e que foi realizada apenas no estado, onde vivem 22,36% dos eleitores do País. Conforme o levantamento contratado pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) para o qual foram ouvidos 1.204 eleitores, entre os dias 18 e 23, 76% dos entrevistados aprovam a gestão Alckmin, enquanto a de Lula merece aprovação de 49%.

A administração Alckmin foi considerada boa por 50% dos entrevistados; ótima por 15%; regular por 23%; ruim por 3%, e péssima por 4%. O presidente teve o governo considerado bom por 27% dos entrevistados paulistas; ótimo por 6%; regular por 39%; ruim por 10%, e péssimo por 16%. Ao mesmo tempo, o Ibope constatou que o governador de São Paulo e Lula estão empatados em 32% das intenções de voto estimulado dentro do estado, na sondagem do primeiro turno.

Ibope e Setcesp não informaram se foram feitas simulações para o segundo turno. Quando a opção tucana oferecida pela pesquisa passa a ser do prefeito da capital paulista, José Serra (PSDB), há também empate técnico com o presidente: o petista obtém 32% dos votos, enquanto o tucano fica com 31%.

A margem de erro do levantamento é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não recebe uma lista prévia de pré-candidatos, caso a eleição fosse hoje, Lula obteria, mais uma vez, vantagem sobre os tucanos.

Ele teve 23% das citações, enquanto Alckmin atingiu 11% e o prefeito de São Paulo, 8%. Os dados do Ibope põem em xeque um dos principais argumentos do governador no PSDB para defender a candidatura: o de que a alta aprovação dentro do estado se reverteria em votos, capaz de reverberar pelo resto do País.

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