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UFSC decide não iniciar as atividades do 2º semestre

A greve na UFSC também afeta o restaurante e a biblioteca

Em sessão extraordinária realizada na manhã de hoje, o Conselho Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) decidiu manter a suspensão do início das atividades do segundo semestre nas áreas da graduação, pós-graduação e ensino básico enquanto durar a greve dos docentes e servidores técnico-administrativos, que já passa de 80 dias.

A próxima sessão do conselho está marcada para o dia 28 de agosto, mas um novo encontro pode ser convocado caso surjam novidades na negociação entre grevistas e o governo federal.

A greve na UFSC também afeta o restaurante e a biblioteca, que estão fechados, assim como outros setores, como o almoxarifado.

De acordo com a pró-reitora de graduação, Roselane Campos, cerca de 10% das notas do primeiro semestre ainda não foram digitadas, há falta de professores e dificuldades em abastecer os laboratórios, salas de aula e até as instalações sanitárias.

Além disso, existem cursos nos quais nem todas as disciplinas foram concluídas. No entanto, ressalvou a pró-reitora, estão sendo tomadas todas as providências para que, na volta das aulas, tudo seja regularizado com a maior brevidade possível. “Orientamos os coordenadores de cursos a não dar faltas antes da regularização total das matrículas”, afirmou.

Pelo país

As quatro universidades federais do Rio – UniRio, UFRJ, UFF e UFRRJ – também não iniciarão as aulas do segundo semestre enquanto perdurar a greve.

 

Na UnB (Universidade de Brasília), a greve acarretou a suspensão das aulas e o fechamento da biblioteca e do restaurante universitário.

 

Os professores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) decidiram ontem, em assembleia, manter a greve. Eles irão apresentar uma contraproposta ao Ministério da Educação e cobrar a reabertura das negociações.

Negociação

De acordo com a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que representa os técnicos administrativos, alguns serviços seguem disponíveis nas universidades e institutos federais porque a categoria está mantendo 30% do efetivo trabalhando. Em greve desde 11 de junho, os técnicos começam as negociações com o governo penas ontem.

O governo fez uma oferta de reajuste de 15,8% para a categoria, diluídos nos próximos três anos – o impacto estimado é de R$ 1,7 bilhão. Ao todo, a medida deve afetar o contracheque de 182 mil servidores, entre ativos e inativos. Representantes da categoria criticaram a proposta.

Ao longo desta semana, os professores decidirão em assembleias por todo o país sobre a continuidade ou interrupção da greve. Na última quarta, o governo decidiu assinar acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos professores.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que representa a maior parte da categoria, recusou a proposta governamental e está orientando as bases para endurecerem o movimento.

Duas entidades que também representam os professores,o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), também se recusaram a ratificar o acordo.

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