O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), confirmou nesta quarta-feira (27) que já solicitou à Polícia Civil do Distrito Federal e ao Ministério Público cópia do inquérito no qual o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) é citado. O peemedebista foi flagrado em escutas telefônicas com o ex-presidente do BRB, Tarcísio Franklin de Moura, nas quais discutem a partilha de R$ 2,2 milhões. Tuma classificou as denúncias de "graves" e disse que deverá se reunir com delegado responsável pela investigação, ainda hoje. "Achei tudo uma loucura. Se for verdade, é uma total falta de escrúpulo", afirmou Tuma.

O corregedor do Senado também adiantou que a defesa apresentada por Roriz, até o momento – uma nota divulgada pelo peemedebista, na segunda-feira – "não serve de base para inocentá-lo". Segundo Tuma, o fato de o Conselho de Controle de atividades Financeiras (Coaf) só ter sido notificado da liberação do dinheiro seis dias depois do saque é um indício de que a negociação foi irregular.

Tuma disse ainda que também pretende ouvir na corregedoria o ex-presidente do BRB e o dono da Gol, Nenê Constantino. Este último porque a partilha do dinheiro teria sido feita em seu escritório, em Brasília.