O traslado do corpo de Ivanice Carvalho da Costa, de 36 anos, para o Brasil será custeado pela empresa em que ela trabalhava em Portugal, o Grupo Moiagest, do setor de restauração e alimentação. A brasileira foi morta por engano pela polícia de Lisboa, em Portugal, na madrugada dessa quarta-feira, 15, após ter seu carro confundido durante uma perseguição policial a assaltantes. A informação sobre o pagamento do transporte do corpo da vítima foi confirmada à reportagem por fontes internas que trabalham na área de recursos humanos da empresa portuguesa.

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A decisão ocorre após o Itamaraty afirmar, em nota, que “não há previsão orçamentária para traslado ao Brasil, com recursos públicos, de nacionais falecidos no exterior”.

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Até então, Célia Maria da Silva Nunes, tia da vítima residente em Portugal, cogitava entrar com um processo judicial para que o governo português pagasse o traslado do corpo para Amaporã, no Paraná, onde vive a família de Ivanice.

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Sobre o ocorrido, o ministro de Administração Interna de Portugal, Eduardo Cabrita, assegurou que se trata de uma “circunstância infeliz” e destacou que “tudo será esclarecido”. Já o Sindicato Nacional da Polícia de Portugal defendeu a ação policial, que culminou em mais de 20 tiros disparados no carro em que estavam Ivanice e um motorista ainda não identificado, namorado da vítima.

“É sempre muito fácil para alguns ‘comentadores de bancada’ virem criticar as ações policiais sempre que estas correm mal, esquecendo-se sempre que, ao contrário deles, que tiveram todo o tempo do mundo para falar do que muitas vezes desconhecem, os polícias apenas têm segundos para decidirem as ações a tomar”, disse o sindicato em comunicado oficial.

Investigação

A ocorrência foi na madrugada desta quarta-feira, quando as autoridades portuguesas de segurança procuravam assaltantes que haviam furtado um caixa eletrônico e fugido em um Seat Leon preto.

Segundo as autoridades portuguesas de segurança, o carro onde estava Ivanice e o namorado – um Renault Megane da mesma cor – “aparentava corresponder às características da viatura suspeita” e o homem que dirigia o veículo desobedeceu à ordem dos policiais de parar e tentou atropelar os agentes.

Ivanice foi baleada no pescoço e morreu antes de chegar ao hospital. Já o motorista foi detido por condução sem habilitação legal, desobediência ao sinal de parar e condução perigosa, segundo informações da polícia. O caso está sendo apurado pelo Ministério Público Distrital.