Ricardo Tosto de Oliveira Carvalho, advogado que a Operação Santa Tereza aponta como beneficiário de suposto desvio de recursos públicos, assinou neste domingo (29), carta ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, pedindo seu afastamento do cargo de conselheiro da instituição. Ele requereu, ainda, abertura de auditoria interna sobre concessão de empréstimos para as prefeituras de Praia Grande e do Guarujá e para as Lojas Marisa – contratos que estão sob suspeita da Polícia Federal.

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?Peço minha saída em caráter temporário até que sejam apurados os fatos em questão, diante das acusações de que exerci tráfico de influência junto ao BNDES para a liberação desses empréstimos?, escreveu Tosto, que ficou 56 horas detido na Custódia da PF, por decisão judicial. ?Eu quero que investiguem logo. Depois, vou avaliar. Quero colaborar. O BNDES é um banco muito sério, sua estrutura é séria e seu presidente (Coutinho) é um profissional transparente.

Sob efeito de comprimidos Valium e em meio a constantes crises de choro ao lado da mulher e dos três filhos pequenos, um de 7 anos, dois de 4, Tosto mencionou ontem a história do irmão mais velho do presidente Lula, Genival Ignácio da Silva, o Vavá, que a Operação Xeque-Mate pegou no grampo, em 2007. ?Já que ele (Lula) falou de mim, eu lembro que o Vavá, irmão dele, foi pego dizendo que o Lula ia ajudar nisso e naquilo. As pessoas usam seu nome. Só que o Lula não foi preso?, comparou.

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