Cuiabá – Depois de 22 horas de rebelião, detentos do presídio Pascoal Ramos, em Cuiabá, libertaram no começo da tarde de ontem seis reféns – cinco agentes carcerários e uma psicóloga. Ninguém ficou ferido. Os reféns foram levados para o Pronto-Socorro de Cuiabá para receber atendimento médico. No começo da noite de segunda-feira, luz, água e a alimentação foram cortadas. As negociações com os presos, que tinham sido suspensas, foram retomadas ontem, a partir das 8 horas. Armados com revólveres, armas artesanais e utilizando celulares, os cerca de 400 presos se rebelaram após fracassada tentativa de fuga. O motivo da rebelião seria a transferência de quatro presos de facções criminosas diferentes, entre as quais o Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua também em presídios de São Paulo. Outra reivindicação seria aumento do horário de banho de sol, revisão de processos, visitas de parentes e melhoria da alimentação servida no presídio, que tem capacidade para 450 presos. Considerado o presídio mais seguro do estado – e local onde ficará o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, após ser extraditado para o Brasil -, armas, drogas e celulares chegam com facilidade até os presos. Inquérito será aberto para apurar a entrada ilegal de objetos no presídio.
Termina rebelião de presos em Cuiabá
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