Antonio Petrus Kalil, o Turcão, de 84 anos, foi libertado nesta sexta-feira (27) depois de permanecer preso três meses sob a acusação de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis, inclusive com a compra de sentenças para beneficiar o jogo ilegal. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liminar para que Turcão aguarde em liberdade o julgamento. O acusado de ser um dos chefes da quadrilha estava preso por força de mandados obtidos pela Polícia Federal durante as investigações das operações Hurricane (Furacão) 1 e 2.

No início do mês, o ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas-corpus para 20 pessoas que haviam sido presas na primeira fase da operação. Turcão e Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, e Aniz Abrahão David, o Anízio, ficaram no grupo que não ganhou a liberdade com aquela decisão porque haviam sido denunciados na segunda fase das investigações e tiveram novos mandados expedidos contra eles.

Com a decisão do ministro Francisco Peçanha, do STJ, Turcão poderá aguardar o julgamento em liberdade. A defesa dele tem pedido sua liberação por conta do seu estado de saúde debilitado – Turcão sofre de apnéia, é diabético e tem um marca-passo. Para dormir, ele precisa de um equipamento para estimular os batimentos cardíacos. Também foram beneficiados pela decisão do ministro Francisco Peçanha o delegado federal Carlos Pereira e o agente Francisco Martins da Silva.