Brasília
– O caso do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Vicente Leal, suspeito de “vender” habeas-corpus a traficantes, não é o único envolvendo magistrados que está sendo investigado pela Justiça. Só no STJ tramitam pelo menos quatro processos – criminais ou administrativos – contra juízes. Além da ação disciplinar para apurar o suposto envolvimento de Leal no crime organizado, estão em curso ações criminais relativas a fraudes em declarações de Imposto de Renda e a ameaças de morte.Na próxima quinta-feira, a Corte Especial do STJ deverá analisar a denúncia do Ministério Público Federal contra o desembargador Roberto Hadad, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região. O MP pediu seu afastamento, porque ele teria falsificado a documentação do Imposto de Renda para mascarar a origem de seu patrimônio.
O desembargador Etério Ramos Galvão, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, foi afastado no mês passado pelo STJ até a conclusão de ação penal sobre seu envolvimento com vários crimes, como seqüestro, indução a aborto sem consentimento da gestante e ameaça de morte.
Tráfico
Na onda de denúncias contra integrantes do STJ, até mesmo o nome da servidora Adélia Cecília Naves, esposa do presidente do tribunal, ministro Nilson Naves, foi associado ao esquema de concessão de decisões judiciais para favorecer traficantes. Recentemente, no entanto, a comissão disciplinar do STJ concluiu pelo arquivamento do caso. Entendeu que não havia elementos que indicassem a ligação de Adélia com as irregularidades.
Há também um processo no Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília. O desembargador Eustáquio da Silveira e sua mulher, a juíza federal Vera Carla, do TRF, foram afastados em fevereiro sob suspeita de ligação com o esquema de “venda” de decisões judiciais em favor de traficantes.


