Rio – A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública abriu inquérito ontem para investigar as mortes de onze bebês e um adulto, vítimas de infecção generalizada, em seis hospitais da Prefeitura do Rio, na última semana. A suspeita é que eles tenham sido infectados por um soro contaminado.

O laboratório que fabrica o soro, Gan Rio Apoio Nutricional Ltda., foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual . Ainda será feita uma perícia no local. O soro, usado em pacientes que não têm condições de se alimentar, será analisado pela Fundação Oswaldo Cruz. Há a suspeita que um lote do produto esteja contaminado.

No Instituto da Mulher Fernando Magalhães, em São Cristóvão, que atende a pacientes com gravidez de alto risco, quinze bebês receberam o soro com nutrientes por via intravenosa – oito deles entraram em choque e quatro morreram. A Maternidade Carmela Dutra, em Madureira, registrou quatro mortes. Um bebê morreu na Maternidade Alexander Fleming, em Marechal Hermes; outro no Hospital Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, e mais um no Hospital Jesus, em Vila Isabel. Um adulto que estava internado no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também foi vítima fatal de infecção generalizada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, exames feitos nos corpos dos bebês detectaram a presença de uma bactéria.