Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Aeroporto de Brasília: um dia calmo, após uma semana de caos.

O Comando da Aeronáutica e a Infraero informaram ontem que a situação nos aeroportos do país voltou à normalidade. De acordo com a Aeronáutica, não houve nenhum cancelamento de vôo nos aeroportos que tenha sido provocado por problemas no tráfego aéreo. Ainda de acordo com o Comando da Aeronáutica, os 149 controladores convocados na quinta-feira foram submetidos a uma nova escala de trabalho que já começou a vigorar. A cada período de oito horas, cerca de 28 a 30 operadores trabalham em oito mesas de acompanhamento do tráfego aéreo no Cindacta 1, o centro de controle aéreo em Brasília.

O número de operadores de vôo será reforçado com a contratação de outros especialistas. O governo publicou ontem, no Diário Oficial da União, medida provisória autorizando o Ministério da Fazenda a contratar controladores de tráfego aéreo, por tempo determinado. A contratação, segundo a MP, será no máximo de 60 pessoas e não poderá perdurar além de 31 de dezembro de 2007. Ainda de acordo com a MP, a contratação será mediante processo seletivo simplificado, ou ?caso a urgência impeça a realização de processo seletivo?, por meio de avaliação curricular. Esta foi uma das formas encontradas pelo governo para tentar resolver o impasse gerado pela operação padrão deflagrada há uma semana pelos controladores, que reivindicam melhores condições de trabalho.

Novo caos?

Para o especialista em segurança de vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, o volume de vôos amanhã deverá ser o mesmo de quarta-feira, véspera do feriado e um dos piores dias de atrasos nos aeroportos espalhados pelo país. ?O número de vôos no domingo deve ser equivalente ao de quarta-feira. Quem saiu tem de voltar?, afirmou Jenkins.

Sobre as garantias dadas pelo governo de que a situação já está eqüalizada e que a volta do feriadão será mais tranqüila, Jenkins disse que torce para que as duas autoridades estejam certas. ?Espero que eles estejam certos. Infelizmente a gente vai ter de pagar para ver.?

Jenkins, que mora no Rio, está passando o feriado em Curitiba. No vôo de ida, o especialista relata que o atraso foi de uma hora e meia. Ele brinca e diz que torce ainda mais para que a situação esteja mais tranqüila na volta do feriado porque seu vôo de volta é amanhã. ?Estou no bojo do problema?, afirmou.