Apesar de estar com apenas 12,6% da capacidade, incluída a reserva técnica conhecida como volume morto, o Sistema Cantareira está bancando quase que integralmente o abastecimento de Campinas, no interior do Estado.

continua após a publicidade

Dos 4 metros cúbicos por segundo liberados para manter o nível do Rio Atibaia, que abastece cinco cidades da região, 3,7 m3/s são captados para atender 1,1 milhão de habitantes de Campinas. O restante da água é disputado pelos municípios de Paulínia, Atibaia, Itatiba e Valinhos. O Cantareira também abastece a Grande São Paulo.

Na passagem por Campinas, o Atibaia tinha vazão total de 4,93 m³/s na tarde desta quarta-feira, 20. O nível baixa drasticamente após a captação feita pela empresa Sanasa, responsável pelo abastecimento de Campinas, na altura do Distrito de Souzas.

Em Paulínia, próximo da foz, a vazão era de apenas 1,48 m³/s. No início de agosto, o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), órgão do governo estadual, autorizou um aumento de um metro cúbico – de 3 para 4 m³/s – na vazão do Cantareira para o Rio Atibaia para evitar um colapso no abastecimento de Campinas.

continua após a publicidade

Com os rios da bacia fortemente afetados pela seca, os afluentes chegam ao Atibaia com pouca água. Neste mesmo período, no ano passado, a vazão do rio era de 13,85 m³/s, quase três vezes a atual. O Atibaia responde por 95% do abastecimento de Campinas e, apesar do rio estar operando no limite, a Sanasa garante que não haverá falta de água.

De acordo com a empresa, o DAEE assumiu compromisso de manter vazão suficiente para garantir o abastecimento nas cidades da região. Ainda segundo a empresa, campanhas de uso racional resultaram numa economia de 20% no consumo de água em julho.

continua após a publicidade