Em nota distribuída no início da tarde desta quinta-feira (17), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco) informa que vai propor a manutenção da greve, iniciada em 18 de março, nas assembléias que realizará nesta sexta-feira (18), nas quais sugere que seja rejeitada a proposta salarial do Ministério do Planejamento.
O Unafisco afirma, na nota, que a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendendo o desconto dos dias parados dos auditores ratifica a legitimidade da greve. "A decisão tem um significado todo especial para os auditores, tendo em vista que reflete a compreensão do magistrado (o ministro do STJ Napoleão Maia Filho, que concedeu a liminar) em relação ao movimento, já que a greve foi o último recurso utilizado pela classe para buscar o atendimento de suas reivindicações depois de mais de sete meses de negociação", diz a nota.
O ministro do STJ levou em consideração, na liminar, "a natureza alimentar" dos salários que seriam cortados. A liminar do STJ vale até que a Terceira Seção do Tribunal analise o mérito do mandado de segurança, ou até que o governo consiga cassar a medida cautelar.
Segundo o Unafisco, os auditores estão dando exemplo de mobilização ao não retrocederem mesmo com a decisão do Ministério do Planejamento de descontar os dias parados.
Os auditores discutem nas assembléias de amanhã a contraproposta salarial feita pelo Ministério do Planejamento, considerada "pífia" pela diretoria do Sindicato Nacional dos Auditores, o Unafisco. O Planejamento propôs um cronograma de reajustes em julho próximo, julho de 2009 e julho de 2010, retardando em oito meses o primeiro reajuste e em 15 meses o último em relação ao acordo salarial discutido ano passado, segundo a Unafisco. Está em discussão um piso de R$ 14.390, para início de carreira, e um teto de R$ 19.250.