O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo (Sincor), Leôncio de Arruda, estima que o valor das indenizações a serem pagas pelas seguradoras às famílias das vítimas pode chegar à casa dos US$ 400 milhões. Segundo Arruda, "este foi o valor da apólice do Fokker 100 da TAM acidentado em 1996, por isso deveremos ter um valor semelhante àquele".

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Na opinião do advogado Ernesto Tzirulnik, professor da Faculdade de Direito da FGV e Presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro, "ainda é cedo para se falar em responsabilidades e causas da tragédia envolvendo o Airbus 320 da TAM. Prevê-se uma demora de meses – ou até de anos – para se chegar às verdadeiras causas do mais grave acidente aéreo brasileiro. Por isso mesmo é muito importante que os prejudicados pelos danos pessoais e materiais saibam o quanto antes quais são os seguros existentes que garantirão o pagamento das indenizações".

Para ele, "tão ou mais importante do que identificar o responsável é pesquisar como indenizar as vítimas". Ele considera essencial que as autoridades exijam de cada um dos participantes da teia de interesses em torno do Aeroporto de Congonhas e da aeronave acidentada, no país ou no exterior, a apresentação formal de todos os seus seguros, com a totalidade dos aditamentos feitos até a data do acidente.

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