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Shoppings de SP têm pouco movimento após tumulto

No sábado, 23 jovens foram detidos durante um arrastão

Após acabar em tumulto nos shoppings de Itaquera e de Guarulhos, encontros de jovens marcados pela internet, apelidados de “rolezinhos”, já interferem no movimento de alguns centros comerciais.

Ontem, 15, lojistas do Shopping Metrô Tatuapé, na zona leste de São Paulo, reclamavam de queda nas vendas. O local recebeu um evento do tipo sábado, 14, mas nenhum tumulto foi registrado. Mesmo assim, dizem funcionários e clientes, a reunião afetou a rotina do shopping.

“Por ser um fim de semana de dezembro, o movimento está péssimo. Aos domingos, vendemos R$ 7 mil, mas, hoje (ontem), não chegamos a R$ 2 mil e já são 18h”, disse Vanessa Barbosa, de 18 anos, vendedora de uma loja de óculos e acessórios.

 

Embora os corredores e a praça de alimentação estivessem cheios, clientes também consideraram o movimento anormal para um período próximo do Natal. “Esperava que estivesse mais cheio, mas acho que o pessoal está com receio. Chamei umas amigas para fazer compras de Natal e elas disseram que não viriam por medo de arrastão”, afirmou a analista financeira Simone Borges, de 37 anos.

 

Em centros de compras onde não ocorreram os “rolezinhos”, como o Shopping Center Norte, os lojistas comemoravam o movimento. “Desde ontem, o shopping está travado de tanta gente. Acho que muitos clientes da zona leste e de Guarulhos aproveitaram que o acesso é fácil e preferiram vir para cá. Ontem (anteontem), vendemos 1,2 mil pares de sapatos. A média para um sábado de dezembro é de 1 mil”, diz Maicon Lima Silva, de 31 anos, gerente de uma loja do Center Norte.

Confusão

Sábado, 23 jovens foram detidos no Internacional Shopping Guarulhos, após a PM receber chamados de lojistas com denúncias de que o grupo estava fazendo um arrastão. Como nenhuma vítima registrou queixa e nenhum objeto roubado foi encontrado com os jovens, eles foram liberados na madrugada de ontem.

Um encontro marcado para o próximo sábado no local foi cancelado no Facebook. “Prefiro não conhecer ninguém do que ficar até as 4h20 da manhã dando depoimento na delegacia, ser tratado como ladrão por causa de vândalos que vão para roubar e tumultuar”, disse, na rede social, o organizador do evento, Jefferson Luís, de 20 anos. No dia 7, um “rolezinho” levou 6 mil ao Shopping Metrô Itaquera e terminou em confusão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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