continua após a publicidade

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Para funcionários do Ibama, medida aumenta burocracia.

Brasília – Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aproveitaram a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na Câmara dos Deputados, e promoveram um protesto contra a divisão do órgão ambiental com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Durante café da manhã dos deputados da Frente Parlamentar Ambientalista com a ministra, os servidores ergueram duas faixas contra as mudanças. Eles entregaram também uma carta aos parlamentares.

O presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama, Jonas Corrêa, alertou que a divisão tornará mais burocrática a liberação de licenças. Reclamou ainda que a proposta de divisão do órgão não foi discutida com os servidores. Não somos contra a reestruturação da área ambiental, mas ela tem que ser discutida democraticamente. Após a edição da medida provisória, técnicos do Ibama fizeram uma análise e comprovaram que essa medida vai trazer mais burocracia, aumentar os gastos públicos e causar ineficiência. ?Hoje no Ibama são oito procedimentos até que o licenciamento saia. Com a liberação (edição) da medida provisória, passaram a ser 36?, argumentou.

Corrêa informou que os servidores querem que o governo federal desista da medida provisória. ?Eles [governo] querem negociar a implementação da medida provisória. Estão querendo que venhamos a homologar essa medida arbitrária. E nós não vamos fazer isso. Se o governo quer negociar, retire a medida provisória e vamos sentar para discutir?, afirmou.

continua após a publicidade

O sindicalista informou também que os servidores vão buscar apoio no Congresso Nacional para derrubar a medida provisória.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reafirmou que a criação do novo órgão ambiental não vai facilitar nem prejudicar a liberação de licenças para implantação de empreendimentos. ?Vai fazer o processo certo de forma focada?, defendeu. ?Sei como proceder quando há dúvidas, quando há temor. O que o gestor não pode deixar de fazer é tomar as medidas corretas e necessárias?, disse. 

continua após a publicidade