Rio – O julgamento do traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, acusado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes em junho de 2002, começou ontem com a dispensa das cinco testemunhas de defesa. Os advogados de Elias disseram que ?o processo estava muito fácil? e não havia necessidade de interrogá-las. Já a promotoria prometeu mostrar provas técnicas e testemunhais de que o bandido executou Lopes. A previsão é de que a sentença saia na madrugada de hoje.

?Não há quem diga que ele estava lá, não há prova suficiente para condená-lo. Eu não advogo para traficante. Elias diz que é pintor de automóveis e é inocente?, afirmou Célio Maciel, um dos três advogados do criminoso, que entrou no caso recentemente e só conheceu o cliente ontem. Maciel explicou que as testemunhas foram liberadas porque não acrescentariam muito ao processo. A promotora Viviane Henriques rebateu: ?As provas do Ministério Público estão fechadas e serão demonstradas. Ele comandou a execução?. Elias Maluco chegou ao Tribunal de Justiça (TJ-RJ) às 9h, escoltado por policiais armados com fuzis. Conhecido pela ousadia e crimes bárbaros, Elias se manteve de cabeça baixa e, instruído pelos advogados, não respondeu às perguntas do juiz Fábio Uchôa.