O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve ter pelo menos, na tarde desta terça-feira (4), no plenário, 50 votos pela sua absolvição, no processo de cassação em que é acusado de usar nomes de laranjas para a compra de empresas de comunicação em Alagoas, em parceria com o usineiro João Lyra. A avaliação é dos senadores do PMDB que estiveram ontem à noite em sua residência. Entre eles José Sarney (AP) e Roseana Sarney (MA), o líder do governo Romero Jucá (RR) e o líder do PMDB na Casa, Valdir Raupp (RO)

Para ser absolvido, Renan precisará de 41 votos. Sobre a possibilidade de renúncia à presidência da Casa, o acusado, segundo senadores, disse que tomará a decisão somente hoje à tarde, no plenário. Ele está licenciado até o dia 29 de dezembro. Já o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) acredita que Renan Calheiros não irá renunciar neste momento, mesmo sabendo que não tem condições de voltar para a presidência do Senado.

"Minha impressão é que ele não renuncia, apesar de haver muita especulação sobre isso", afirmou. "A renúncia viria precipitar a sucessão e poderia ter conseqüências na questão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira)", disse o senador, referindo-se à votação da emenda que prorroga a cobrança do chamado imposto do cheque até 2011