Um grupo de senadores do PSDB, DEM, PDT, PSB, PMDB e PSOL acertou um conjunto de medidas com o objetivo de restaurar a credibilidade no Senado e atuar de forma unida nas votações. "Estamos demarcando o nosso território", afirmou o líder do DEM, senador José Agripino (RN). No Legislativo, ficou acertado que eles apresentarão pedido de urgência para a aprovação dos projetos de resolução que tornam abertas as sessões destinadas a votar perda de mandato, hoje secretas, e fim do voto secreto em plenário para a cassação de mandato.

O fim do voto secreto exigirá uma proposta de emenda constitucional, uma vez que está previsto na Constituição. Três propostas sobre o fim do voto secreto já tramitam na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Em outro projeto a ser apresentado por um dos integrantes do grupo, será estabelecido o afastamento automático de senadores que ocupem cargos em comissões, Mesa Diretora e no Conselho de Ética quando for aberta uma investigação contra eles por quebra de decoro parlamentar.

Do ponto de vista político, os senadores decidiram não votar mais nenhum crédito suplementar por medida provisória e fazer uma rigorosa análise da relevância e urgência das medidas provisórias antes das votações. A idéia é adotar uma espécie de pauta seletiva com matérias que precisam ter prioridade e têm interesse da população. Outra decisão é não participar de reunião de líderes com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Essas medidas foram acertadas durante almoço no gabinete do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati.