O senador Mão Santa (PMDB-PI) pediu aos senadores que rejeitem a medida provisória que proibiu a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais localizados às margens de rodovias federais (MP 415/08). Para justificar sua reivindicação, o peemedebista comentou a situação de restaurantes e hotéis no pólo turístico de Luis Corrêa, próximo ao município de Parnaíba, no Piauí, que estariam na iminência de fechar as portas em decorrência da proibição.
O parlamentar alegou ter visto pessoas perdendo seus estabelecimentos, devido a queda no movimento. Para o senador, pelo menos as rodovias federais em áreas urbanas deveriam ficar de fora da proibição.
Mão Santa sugeriu que a MP tenha sido apresentada por algum ministro, o qual chamou de "aloprado", ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a teria assinado sem ler e enviado ao Congresso.
Para Mão Santa, quem deve ser punido é o motorista que toma bebidas alcoólicas, não o empresário ou o trabalhador que serve essas pessoas. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a fiscalização é intensa e a punição, exemplar.
Em aparte, a senadora Kátia Abreu (DEM-PI) agradeceu à irmã do senador, citada por ele no início do pronunciamento, por tê-la escolhido como sua senadora preferida. Kátia Abreu também disse estar esperando um pedido de desculpas do governo Lula após um de seus integrantes ter chamado a oposição de irresponsável quando da derrubada da prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), matéria relatada pela senadora. Mesmo sem a cobrança da contribuição, Kátia Abreu observou que a arrecadação federal, em janeiro, superou a do mesmo período do ano passado em R$ 13 bilhões, o que corresponderia a 30% de toda a arrecadação esperada da CPMF para 2008.


