O Senado aprovou nesta terça-feira, 10, projeto que autoriza o delegado de polícia conceder medidas protetivas de urgência a mulheres que sofreram violência doméstica. Atualmente, essa prerrogativa é exclusiva de juízes. O texto agora segue à sanção presidencial.

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A proposta aprovada tem como objetivo agilizar o atendimento a mulheres em situações de risco e as medidas podem ser estendida aos dependentes. O projeto prevê que o delegado comunique um juiz em até 24 horas, que ouvirá o Ministério Público e decidirá se mantém ou revoga a proteção.

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O texto, que altera a Lei Maria da Penha, também prevê outras medidas para proteger mulheres vítimas de violência doméstica, como o atendimento policial “preferencialmente por profissionais do sexo feminino”.

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“A mulher, tão vulnerável como se encontra, tem que ter, pelo menos, um amparo na hora de enfrentar essa perícia, esses procedimentos todos”, disse a senadora Simone Tebet (PMDB-MS), relatora do texto no Senado.

Segundo o projeto, os atendimentos deverão seguir algumas diretrizes específicas, como o depoimento ser colhido em recinto especialmente projetado para este fim e, quando for o caso, ser intermediado por profissional especializado em violência doméstica.

A votação no Senado ocorreu dois dias após mais um episódio de violência contra mulher ganhar repercussão nacional. No sábado, 8, uma mulher foi assassinada a facadas pelo ex-marido dentro de uma viatura da Polícia Militar em Teófilo Otoni, no interior de Minas. Ela havia denunciado o ex-companheiro por ter instalado uma câmara escondida em casa.

O fato foi lembrado durante a votação pela relatora. “Não se levando em consideração a situação de risco em que essa mulher se encontrava, ela foi levada junto com o seu agressor, que ainda pediu para passar em casa para pegar alguns documentos, que levou uma faca e acabou com a vida da sua companheira”, disse.