As mortes por causas não naturais (ou externas) passaram de 9,3% dos óbitos registrados no Brasil, em 1980, para 12,5% em 2005, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os fatores externos, o crescimento mais forte ocorreu nos homicídios, passando de 19,8% em 1980 para 37,1% em 2005. O gerente do IBGE, Juarez de Castro Oliveira, disse que esse aumento é "lamentável, já que essas mortes ocasionam sérios prejuízos para a economia e um trauma muito grande para as famílias".

No caso dos homens, entre as mortes causadas por causas não naturais, as provocadas por homicídios passaram de 9,4% do total em 1980, para 18,3% em 2005. Na faixa de 20 a 29 anos, o porcentual de mortes provocadas por causas externas em acidentes de trânsito passaram, juntando homens e mulheres, de 25,1%, em 1980, para 26,3% em 2005. No caso dos homicídios a participação quase dobrou, passando de 28,8% em 1980 para 52,9% em 2005.

Oliveira explicou que os dados de mortalidade se referem a 2005 porque só há números disponíveis sobre mortes em cartório e no Ministério da Saúde relativos a esse ano. Para os resultados de esperança de vida, a pesquisa divulgada hoje traz dados de 2006.