A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que a crise aérea vivida hoje no País é resultado de problemas que se arrastam há 20 anos, entre eles a crise da Varig. Questionada sobre o fato de o governo ter levado dez meses para tomar medidas concretas para conter a crise, a ministra disse que os problemas na companhia aérea remontam aos anos 90 e só tiveram um desfecho em 2005, provocando uma mudança profunda no modelo da aviação comercial brasileira.

"Nós herdamos uma situação extremamente difícil. Houve uma redução significativa dos vôos da Varig e um aumento dos vôos das outras duas empresas, já em outro modelo, um modelo extremamente comercial e de baixo custo", afirmou a ministra, em uma referência à Gol e à TAM, que hoje controlam a maior parte do mercado brasileiro de aviação civil. "É um modelo que não implicou no aumento do número de aviões, apesar de ter havido um aumento no número de demanda.

Dilma disse que o setor atravessa um período de "transição" e apontou que a questão da crise aérea não pode ser encarada de forma "trivial". Ainda assim, ela pediu que sejam aguardados os resultados da análise da caixa-preta do Airbus da TAM para que sejam feitas avaliações sobre o acidente ocorrido na semana passada em São Paulo.