O ex-guarda municipal Moacir Gonçalves de Oliveira, de 46 anos, que foi atingido por um disparo na cabeça, na última quinta-feira (2/12), após manter a ex-mulher refém, em Araçatuba, no interior de São Paulo, continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa da cidade.
Segundo o boletim médico do hospital divulgado hoje, Oliveira respira com a ajuda de aparelhos e não apresenta melhoras. Na quinta-feira ele foi submetido a uma cirurgia de cerca de três horas. De acordo com o hospital, ele teve perda de massa encefálica.
O ex-guarda foi baleado após a Polícia Militar invadir o local onde Márcia Westpal Mello, de 41 anos, era mantida refém. Ela ficou em poder do ex-marido das 11 horas de quarta-feira até as 8h30 de quinta-feira. A vítima não foi ferida.
No final da manhã de quarta-feira, Oliveira chegou ao Centro de Especialidades Odontológicas da Prefeitura de Araçatuba com uma mochila. Ele entrou na sala onde Márcia estava e trancou a porta. Assustados, os demais funcionários saíram do prédio e acionaram a PM. O ex-marido, que estaria inconformado com o fim da união do casal, ameaçou colocar fogo no local e matar Márcia. Ele portava uma arma de fogo e duas garrafas pet com gasolina.
O prédio foi cercado por policiais da 1ª Companhia do 2º Batalhão do Interior e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Os agentes tentaram negociar a libertação da refém e afirmaram que atiraram em Oliveira quando perceberam que ele iria matar sua ex-mulher.


