São Paulo
– A Fundação Nacional de Saúde recebeu ontem a informação de que dois pacientes, um em São Paulo e outro em Belém, eram suspeitos de estar contaminados com a pneumonia atípica, a Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), surgida no Sudeste Asiático e que já matou 81 pessoas em vários países. Ambos, porém, foram descartados pelo diretor do Centro Nacional de Epidemiologia, Jarbas Barbosa. “O paciente de Belém já saiu daqui com problemas pulmonares. Nenhum dos dois preenche os requisitos de casos suspeitos da doença”, afirmou.Segundo Barbosa, desde que as primeiras notícias começaram a ser divulgadas sobre a infecção, a Funasa vem recebido uma série de consultas. Somente a jornalista inglesa Sally Blower, internada no Hospital Albert Einstein, se caracterizou como caso suspeito. Jarbas acrescentou ainda que os colegas da jornalista passam bem e que está praticamente afastado o risco de que algum deles tenha contraído a infecção.
Suspeitos
O suposto segundo caso de Sars na cidade de São Paulo era de um homem que esteve no Japão e na Tailândia, transferidoontem à tarde do Hospital Albert Einstein para o Hospital São Paulo, da Unifesp. A Assessoria de Imprensa da Unifesp confirmou a informação sobre a internação, mas o médico que cuida do paciente, Eduardo Medeiros, disse que só forneceria detalhes sobre o caso hoje.
A outra suspeita era de um engenheiro brasileiro de 38 anos, que desembarcou quarta-feira em Belém, vindo da Malásia, e foi internado ontem às pressas no Hospital Barros Barreto, com crise respiratória. O infectologista Antônio Caiado disse que era prematuro dizer que ele tem a doença.


