São Paulo agora tem professor para ensinar aluno superdotado

O Estado de São Paulo conta, a partir de agora, com 270 professores altamente capacitados para identificar e encaminhar alunos superdotados. A Secretaria Estadual de Educação finalizou a formação desta turma, chamada de "caça-talentos" e composta por supervisores, assistentes técnico pedagógicos e professores coordenadores. Esses profissionais receberam treinamento durante um ano.

A iniciativa pretende identificar alunos superdotados, direcionando o aprendizado em temas que sejam necessários ao dia-a-dia dos alunos. Até então os alunos superdotados da rede estadual de educação eram identificados pela sensibilidade dos professores.

A diretora do Centro de Apoio Pedagógico Especializado (CAPE), Maria Elisabete da Costa, explicou que superdotado não é aquele aluno que tem facilidade de memorizar fórmulas e decorar datas, como a maioria pensa. O perfil desse estudante envolve muito mais a combinação de sensibilidade, criatividade e capacidade de criar e propor soluções novas para problemas na sala de aula.

O processo da secretaria teve início em 2005, quando dois integrantes foram treinados por consultores da Unesco, em Brasília. Na ocasião, aprenderam como identificar os superdotados. Os últimos números da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo apontavam para 79 superdotados na rede.

Maria Elisabete da Costa acrescentou que a idéia é aproveitar o aluno superdotado para servir como exemplo aos colegas. Segundo ela, as qualidades desse tipo de estudante são potencializadas e servem para a turma crescer.

As características de alunos superdotados são: alto grau de curiosidade, boa memória, atenção concentrada, persistência, independência, autonomia, facilidade de aprendizagem, criatividade, iniciativa e liderança.

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