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Salles: indústria precisa agir rápido para substituir esse tipo de barragem

O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, disse nesta segunda-feira, 28, que cabe às empresas mineradoras “agir rápido” para substituir modelos de barragem de rejeitos como a que se rompeu na sexta-feira, 25, em Brumadinho (MG), pertencente à Vale. Segundo Salles, o governo quer criar novas regras para permitir que a resistência econômica a essa mudança – esse tipo de barragem é mais barato – seja colocada em segundo plano.

“A indústria mineradora precisa agir rápido para substituir esse tipo de barragem. Precisamos agir rapidamente para que a solução seja diferente do que aconteceu em Mariana”, disse Salles em entrevista à GloboNews.

A barragem da mina do Córrego do Feijão foi construída usando o sistema “a montante”, em que os resíduos resultantes da exploração do minério são acumulados em várias camadas que vão se empilhando ao longo do tempo. Esse tipo de barragem é o mais comum no Estado, segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (CBH-Doce), e também o mais barato. Questionado sobre o fato, Salles afirmou que o governo, no caso específico das barragens, vai requerer que métodos mais novos e seguros sejam utilizados.

“Vamos unir os esforços dos vários órgãos (que cuidam do licenciamento ambiental) para fazer com que as melhores técnicas sejam implementadas e que questões econômicas sejam colocadas em segundo plano”, disse.

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