O Rio de Janeiro inaugurou hoje (24) o primeiro banco de olhos do município e o segundo do estado. A unidade, que é uma parceria da Secretaria Estadual de Saúde com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), servirá para preparar e armazenar córnea humana para transplante.

Com o novo banco, espera-se ampliar em cinco vezes a capacidade de captação de córnea, atualmente em cerca de dez por mês. A ideia é, em pouco tempo, zerar a fila de espera por transplantes no Rio de Janeiro, que hoje tem cerca de 800 pessoas.

O outro banco de olhos fica em Volta Redonda, no sul do estado, longe, portanto, dos sete hospitais que fazem transplante de córnea no estado, já que cinco deles ficam na cidade do Rio e dois em municípios da região metropolitana (um em Niterói e um em São Gonçalo).

De acordo com o coordenador do Programa Estadual de Transplantes do Rio, Rodrigo Sarlo, além de ampliar a capacidade de captação e armazenamento da córnea, o banco do Into terá a vantagem de ficar mais próximo à oferta do tecido e à demanda por transplante.

“Uma unidade localizada bem no centro da área metropolitana é um banco que vai facilitar para que a logística de captação [e posterior armazenamento e transplante] possa ocorrer. O tempo [de captação] é seis horas. É um tempo pequeno. Então, um banco no coração da cidade do Rio vai ser fundamental para que possamos liquidar esse problema”, disse Sarlo.

Apesar de não ser um centro de referência em oftalmologia, o Into foi escolhido para sediar o banco de olhos devido às suas instalações físicas e à experiência no armazenamento de ossos, tendões e ligamentos.