A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto já encaminhou ao Ministério Público Estadual (MPE) 22 processos, ainda sem resposta, com pedidos para a Justiça autorizar a abertura de imóveis nos quais os moradores não são encontrados ou se recusam a receber os agentes de controle de vetores, no combate ao mosquito Aedes aegypti.

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“Houve uma pequena melhora em relação às residências fechadas, mas na região leste da cidade, onde temos mais casos de dengue, é que ainda enfrentamos esse problema”, diz a secretária municipal de Saúde, Carla Palhares. Ela afirma que o município não interrompeu os trabalhos preventivos e que a estiagem, que não ocorreu no final de 2009, também impediu que ocorresse a diminuição de casos da doença.

Ribeirão Preto já tem 1.312 casos de dengue neste ano e aguarda o resultado de um caso suspeito de morte (a vítima tinha várias doenças). Na noite de ontem, o serviço de nebulização em dois bairros foi suspenso devido à chuva e foi remarcado para a próxima semana.

Existem 300 agentes do Controle de Vetores em campo, com reforço de agentes comunitários. Segundo a supervisora de campo do Controle de Vetores, da região leste, Angela Benício, existem muitos terrenos, com mato alto, que ajudam a proliferação do mosquito, e em bairros com prédios a recusa em abrir as portas chega a até 70%. Em muitos casos, os moradores saem cedo para trabalhar e, como só retornam à noite, não são encontrados.

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