O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, não voltará a ser como antes, no que depender do Comando da Aeronáutica. Ao contrário do que divulgou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) há duas semanas, o terminal paulistano deverá continuar fechando às 22h30, mesmo após o período de alta temporada – atualmente, as operações podem ocorrer até as 23 horas. O número de pousos e decolagens também será mantido em 32 por hora – 30 para a aviação regular e 2 para a aviação geral (táxis aéreos e jatos executivos).

Desde o acidente com o Airbus da TAM, que deixou 199 mortos em 17 julho, as pistas de Congonhas foram encurtadas por motivos de segurança. Isso fez 95% do volume diário de operações ser deslocado para a pista principal. ?Para que a gente pudesse aumentar a capacidade, teríamos de ter 20% das operações na pista auxiliar e o restante na principal?, diz o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), major-brigadeiro Ramon Borges Cardoso. Outro item que influenciou na mudança, segundo ele, foi a determinação para que as empresas calculassem o peso de seus aviões como se estivessem operando com pista molhada.

?O que estava ocorrendo era que todas as companhias faziam o cálculo para pista seca. Aí começava a chover e elas não podiam pousar ou decolar?, diz o militar. ?Só que, nesses casos, os aviões ficavam lá ocupando espaço no pátio e não podíamos operar porque as posições já estavam lotadas.? Para os oficiais da Aeronáutica, a restrição permitirá que o fluxo do aeroporto não seja interrompido em função de chuvas ocasionais. Mas o brigadeiro admite que a capacidade da pista principal de Congonhas é de 35 operações por hora. ?Nós tiramos 10% porque não dá para raciocinar com 100% de eficiência.?

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo