Florianópolis (AE) – Os bombeiros resgataram ontem pela manhã o corpo do empresário Nivaldo Fernandes, de 41 anos, a quarta e última vítima fatal do desabamento do prédio de três andares, na última quarta-feira, em Içara, 190 km ao sul de Florianópolis. Estava sob uma viga. ?Pela posição do corpo, ele deve ser morrido na hora?, disse o capitão Vardelino Vidal, que comandou uma equipe de 60 homens na operação.

Fernandes era o único desaparecido e seu carro estava diante do prédio, onde funcionava a agência dos Correios. Além das pessoas que conseguiram sair das ruínas por conta própria, foram resgatadas nove pessoas e os corpos dos outros três mortos – Nádia Borges, de 39 anos; Pedro Borges de Souza, de 57 anos e o gerente da agência, Mário de Ávila, de 49 anos.

A tragédia não foi maior porque havia apenas os funcionários dos Correios e alguns clientes no momento em que o prédio ruiu sobre o andar térreo e a garagem que havia no subsolo. Os apartamentos dos andares superiores estavam vazios.

?Já se passaram dois dias do acidente e ninguém reclamou a ausência de nenhuma outra pessoa?, disse o capitão Vidal, ao encerrar as buscas. Os bombeiros contaram com o auxílio de dois cães labradores, treinados para farejar pessoas. Um dos animais detectou a presença do corpo a partir do piso do primeiro andar. ?O corpo de Nivaldo estava mais ou menos na mesma posição apontada pelo cão, mas no andar térreo?, explicou o comandante dos bombeiros.

Ontem começaram os trabalhos da perícia. Segundo o presidente estadual do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Celso Ramos Fonseca, são três as hipóteses para o desastre: acomodação de solo minerado (a região tem muitas minas de carvão), erro no cálculo estrutural do prédio ou má qualidade do material de construção usado na edificação.