Brasília – O plenário do Senado absolveu nesta terça-feira (4) o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da acusação de ter usado "laranjas" para comprar veículos de comunicação em Alagoas. Assim, ele pode continuar exercendo o mandato de senador. Houve 48 votos contra a cassação, 29 a favor e três abstenções.

Renan Calheiros, que renunciou ao cargo de presidente da Casa antes do julgamento, foi absolvido em plenário pela segunda vez em menos de três meses. Na primeira, em setembro, era acusado de ter usado dinheiro de um lobista para pagar contas pessoais.

Ao chegar nesta terça-feira ao Senado, Renan Calheiros reafirmou sua inocência e disse, mais uma vez, que a verdade iria prevalecer. Na tentativa de garantir sua absolvição, ele apresentou a carta de renúncia ao cargo de presidente logo no início da sessão.

A sucessão de Renan Calheiros preocupa senadores da base do governo e da oposição porque acontecerá próxima à votação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

A idéia é votar a CPMF na terça-feira da próxima semana, um dia antes da eleição do novo presidente do Senado.

Apesar de ter sido absolvido em plenário, Renan Calheiros não está livre dos processos de perda de mandato no Senado. O Conselho de Ética analisa outras duas representações contra ele: a que investiga a participação num esquema de espionagem de inimigos políticos e a que investiga envolvimento em corrupção em ministérios comandados pelo PMDB. As duas aguardam definição de relator.