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Lula: núcleo central deverá ser mantido.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá anunciar a nova composição do ministério na próxima semana, informaram fontes com trânsito no governo. Segundo esses interlocutores, a reforma ministerial não deverá ser ampla, com a perspectiva de atingir dez dos atuais 34 ministérios.

Lula deve manter o núcleo central que elaborou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Dentre as principais novidades deste segundo mandato estão a entrada do PDT na base aliada da administração federal e o aumento da fatia do PMDB na Esplanada dos Ministérios, que manteria os atuais Ministérios das Comunicações (Hélio Costa) e das Minas e Energia (Silas Rondeau) e ganharia mais dois, totalizando quatro.

Os peemedebistas requerem a Integração Nacional, ocupada hoje pelo PSB. Caso seja contemplado, o PMDB pode indicar para essa pasta o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Os peemedebistas reivindicavam também o Ministério dos Transportes, porém, essa pasta deverá ser, novamente, ocupada pelo senador Alfredo Nascimento (PR-AM). Em contrapartida, há a discussão em torno da indicação do médico sanitarista José Gomes Temporão, recém-filiado ao PMDB, para a pasta da Saúde.

O assunto divide os peemedebistas. A ala mais próxima ao presidente defende a indicação, mas a fileira independente considera que Temporão não pode ser considerado da cota da legenda, uma vez que se filiou recentemente.

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As mesmas fontes informam que os titulares das seguintes pastas devem permanecer nos cargos neste segundo mandato de Lula: Dilma Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Luiz Marinho (Trabalho), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão), Celso Amorim (Relações Exteriores), Gilberto Gil (Cultura), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome), Sérgio Resende (Ciência e Tecnologia), Orlando Silva (Esportes) e Marina Silva (Meio Ambiente).

Um dos grandes imbróglios do presidente é com relação à ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT). A executiva nacional da sigla alega que não abre mão de ter Marta na Esplanada dos Ministérios nesta segunda gestão; a questão é em qual pasta. Cogitou-se o Ministério da Educação, mas Lula sinalizou de que não pretende trocar o ministro Fernando Haddad, também da cota petista. Outro ministério cotado para ela é o das Cidades. O conflito é que essa pasta é da cota do PP, que indicou o ministro Márcio Fortes.

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O PT, que detém a maior fatia da Esplanada, também quer o deputado Walter Pinheiro (PT-BA) no Ministério do Desenvolvimento Agrário. O chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Tarso Genro, poderá ficar com a pasta da Justiça, em substituição ao ministro Márcio Thomaz Bastos.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, adiantou ontem que o presidente Lula já lhe antecipou a escolha de José Gomes Temporão como o novo ministro da Saúde. Atual secretário de Atenção à Saúde do ministério, o sanitarista filiou-se ao PMDB recentemente e foi indicado ao cargo pelo também peemedebista Cabral.

O governador deixou escapar a notícia durante uma entrevista coletiva, ao comentar que considera Temporão o melhor nome para gerir uma área estratégica como a saúde.