A Receita Federal negou hoje que medicamentos importados estejam retidos ou enfrentando atrasos no processo de liberação, em portos e aeroportos, por causa da greve dos servidores do órgão.

De acordo com o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci, medicamentos e perecíveis não fazem parte do movimento grevista.

Qualquer atraso na liberação desses produtos, portanto, deve estar atrelada aos processos fora do âmbito da Receita, defende Checcucci.

 

“Não posso me manifestar sobre as etapas anteriores, antes da Receita Federal, como a presença de carga ou licenciamento, que no caso dos medicamentos é feito pela Anvisa”, disse. “Mas posso afirmar categoricamente que não existem medicamentos ou produtos de saúde retidos ou atrasados no âmbito da Receita”, completou.

 

Associações vem alertando, desde o início da paralisação dos trabalhos dos agentes de fiscalização, que os estoques nas fábricas de medicamentos, principalmente genéricos, vem

caindo a níveis preocupantes devido à greve.

O maior problema estaria na dificuldade de importar matéria prima, que no caso dos genéricos, representa 70% dos insumos necessários para a fabricação dos medicamentos.