Faz poucos dias escrevi sobre a Transparência Internacional, uma entidade que se dedica ao estudo da corrupção no mundo. Eis que agora chega-me às mãos o que a TI denomina de “índice de percepción de la corrupción del ano 2002”. É verdade que com um relativo atraso, mas não o bastante para afetar a importância da “fotografia”.

A TI elaborou uma lista e atribuiu uma pontuação a partir da nota 10 que seria atribuída ao país com zero em corrupção. Nenhum país conseguiu esse feito.

A nação menos corrupta, de acordo com essa pesquisa, é a Finlândia, com a nota 9,9.

Seguem-se, pela ordem, Dinamarca, 9,5; Nova Zelândia, 9,4; Islândia e Cingapura, 9,2; Suécia, 9,0; Canadá, 8,9; Países Baixos, 8,8; Luxemburgo, 8,7; Noruega, 8,6; Austrália, 8,5; Suíça, 8,4; Reino Unido, 8,3; Hong Kong, 7,9; Áustria, 7,8; Israel e Estados Unidos, 7,6; Chile e Irlanda, 7,5; Alemanha, 7,4; Japão, 7,1; Espanha, 7,0; França, 6,7; Bélgica, 6,6; Portugal, 6,3; Botswana, 6,0; Taiwan, 5,9; Estônia, 5,6; Itália, 5,5; Namíbia, 5,4; Hungria, Trinidad Tobago e Túnis, 5,3; Eslovênia, 5,2; Uruguai, 5,1; Malásia, 5,0; Jordânia, 4,9; Lituânia e África do Sul, 4,8; Costa Rica e Ilhas Maurício, 4,5; Grécia e Coréia do Sul, 4,2; Peru e Polônia, 4,1 e, finalmente, o Brasil, em 46.º lugar com 4,0.

A relação, no entanto, continua, com Bulgária, República Tcheca, México, Colômbia, Argentina, Venezuela, Rússia, Indonésia e outros, aparecendo em último, ou seja, no 90.º lugar, a Nigéria, com 1,0.

O levantamento foi realizado ao longo de três anos de estudos e foi conduzido por sete instituições independentes.

O mais lamentável é que o relatório é encerrado com a conclusão de que não se vê ainda nenhum sinal efetivo do fim dos abusos de poder e, pior, que nunca os níveis de corrupção percebidos haviam sido tão altos nos países desenvolvidos. A Transparência Internacional alerta, ao final do seu relatório, que “há uma crise de corrupção a nível mundial”.

O que não nos absolve…

P.S. – “Não há nada mais vergonhoso do que alguém ser honrado pela fama dos antepassados e não pelo merecimento próprio.” (Platão)