Líderes da oposição e senadores do PMDB começaram a discutir a sucessão no Senado em torno de quatro peemedebistas: Garibaldi Alves (RN), Gerson Camata (ES), Pedro Simon (RS) e o ministro das Comunicações, senador Hélio Costa (MG), que já admitiu voltar à Casa. Nenhum deles, no entanto, desponta como solução fácil ou natural para ocupar o posto de Renan Calheiros (PMDB-AL), que se licenciou na semana passada.

continua após a publicidade

Um quinto nome fazia parte da lista de ?presidenciáveis do PMDB do Senado?, mas já ficou de fora. Questionado pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM) sobre a possibilidade de se lançar candidato à sucessão de Renan, José Maranhão (PB) descartou a idéia. Alegou apenas que tinha outro projeto político em mente – referiu-se à possibilidade de assumir o governo da Paraíba no lugar do tucano Cássio Cunha Lima, ameaçado de cassação.

Hélio Costa é alvo de críticas constantes da bancada de senadores e deputados do PMDB, todos queixosos pelos ?maus tratos? do ministro, que ?ignora? os pleitos dos parlamentares. Garibaldi, por sua vez, era velho amigo do senador José Sarney (PMDB-AP), mas desentendeu-se com o grupo quando aderiu ao movimento dos rebeldes do PMDB e derrubou uma medida provisória que criava a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo e 660 cargos. Há, no grupo de Sarney, quem prefira o rebelde Simon a Garibaldi na presidência do Senado.

Camata também é visto como ?independente? e enfrenta resistências na bancada porque não pertence a grupo nenhum.

continua após a publicidade

Não por acaso, o senador Simon pegou carona, ontem, na homenagem da bancada ao mais novo peemedebista do Senado: Edison Lobão (MA), ex-DEM. Foi em um almoço organizado pelo líder Valdir Raupp (RO), a pretexto de dar as boas vindas a Lobão, mas que acabou servindo também para um desagravo público a Simon. Raupp desculpou-se por tê-lo destituído da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).