Brasília A coligação Frente Brasil Esperança, com o PT à frente, entrou nesta sexta-feira com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal pedindo a recontagem de votos do segundo turno das eleições para governador, quando o candidato petista Geraldo Magela foi derrotado pelo governador Joaquim Roriz (PMDB) por uma diferença de pouco mais de 15 mil votos. Os autores da ação querem a cassação do registro da candidatura de Roriz à reeleição.

As suspeitas de irregularidades na eleição de Brasília cresceram, segundo os petistas, depois da apreensão, esta semana, de duas unidades do módulo impressor das urnas eletrônicas. Brasília foi uma das 150 cidades brasileiras a testar o voto impresso. Após digitar os números de seus candidatos, os eleitores tinham de confirmar, através de um visor, se a máquina havia registrado corretamente seu voto.

O PT entrou, também, com outras duas ações no TRE-DF. A primeira delas volta-se contra a “captação ilegal de sufrágio”, ou seja, a compra de votos. Os advogados de Magela argumentam que, na véspera da eleição, Roriz enviou a 22 mil servidores públicos um cartão que garantia descontos em estabelecimentos comerciais.

Durante toda a campanha eleitoral, os adversários de Joaquim Roriz o acusaram de compar votos de eleitores de baixa renda nas cidades satélites. Na última semana de campanha, os boatos eram de que correlegionários de Roriz estavam distribuindo cédulas de R$ 50,00 para estes eleitores, juntamente com camisetas. Mas, até agora, os advogados conseguiram apenas provas testemunhais. Nessa ação, a defesa de Magela pede a cassação do registro da candidatura de Roriz.

Na última representação, os advogados sustentam que policiais civis fizeram campanha para o governador, o que configuraria uma irregularidade. Esses policiais estavam armados e de uniforme, intimidando os eleitores, segundo os advogados. Nessa ação, eles também pedem a cassação do registro da candidatura do governador.

Se não obtiverem sucesso no TRE, os advogados de Magela poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Recentemente, o TSE cassou o mandato de um prefeito acusado de comprar apenas um voto com uma caixa d?água. No ano passado, os ministros resolveram cassar o então governador do Piauí, Francisco de Assis Moraes, conhecido como Mão Santa, por abuso do poder econômico.