O PSOL promoverá um ato contra a corrupção às 15 horas desta quinta-feira (28), no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, defendendo a saída dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Joaquim Roriz (PMDB-DF). O comunicado convoca ainda a população para participar do ato, que denominaram de "Fora Renan" e "Fora Roriz". Em nota, o partido ataca os dois políticos e lembra os recentes escândalos em que se envolveram. Para o PSOL, Renan, "como prática recorrente de manipulação na mesa do Senado", estaria adiando o julgamento do processo numa tentativa de se colocar como vítima de um "esquadrão da morte moral".

"Mas, de que moral ele (Renan) fala?", questiona a legenda, apontando que o senador alagoano recebeu ajuda de lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, "teve relação de favorecimento com empreiteiras, falsificou notas fiscais e burlou o fisco do Estado de Alagoas". E emenda: "Isso não é quebra de decoro?".

O PSOL menciona ainda o caso do senador Joaquim Roriz. "Ele foi flagrado em uma conversa com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura, para tratar da partilha de R$ 2,2 milhões, que foi preso pela polícia e é apontado como chefe do esquema". E acrescenta: "Na tramóia do dinheiro, está o do dono da Gol, Nenê Constantino, que deu o cheque a Roriz, que, após compensá-lo no Banco de Brasília (BRB) retirou R$ 300 mil para pagamento de um bezerro e devolveu o restante ao empresário. Tudo isso sem a menor cerimônia!".