Ao reafirmar nesta terça-feira (6) que a negociação com o governo sobre Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) está encerrada, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), admitiu voltar a conversar se o governo apresentar uma nova proposta que signifique, no mínimo, uma redução da carga tributária em R$ 10 bilhões ao ano. Segundo ele, a proposta do governo está tão distante da realidade que "é impossível continuar as conversas neste momento". Tasso disse que a bancada está unida e vai votar unida contra a prorrogação do tributo.

Jereissati afirmou que a proposta do governo se resume a uma desoneração de R$ 500 milhões, "o que não tem a menor importância". Ele disse que o governo propôs uma desoneração de R$ 2 bilhões que será compensada com o aumento da arrecadação da CPMF que passará dos R$ 40 bilhões em 2007 para R$ 41,5 bilhões em 2008.

Segundo Jereissati, isto significa que o governo vai abrir mão de apenas 500 milhões porque o restante será compensado com o aumento da arrecadação. "O governo não meteu a mão no bolso próprio para continuar metendo a mão no bolso do contribuinte", comentou o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado.