Brasília – A proposta de compensação fiscal para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), apresentada nesta terça-feira (6) pela área econômica do governo, agradou aos senadores da base aliada. No PMDB, no PSB e no bloco

governista, a avaliação é de que a proposta ajuda no processo de negociação com aliados resistentes à prorrogação do tributo.

Para o líder do PSB, Renato Casagrande (ES), a proposta "reduz as resistências internas a questões pontuais". Ele considerou um avanço a decisão de isentar da CPMF pessoas que têm movimentação financeira mensal de até R$ 4.340,00. Para ele, o governo precisa insistir nas conversas com o PSDB, porque a conquista de votos do partido daria mais tranqüilidade para a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 da CPMF. "É muito arriscado contar só com os votos da base", disse ele.

Na opinião do líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), há condições de se conseguir o apoio mínimo de 49 dos 81 senadores dentro da base aliada. "Com a proposta atual, já daria para colocar a PEC em votação com uma margem estreita de garantia", afirmou.

De acordo com Raupp, o maior adversário do governo poderá ser a ausência de parlamentares aliados em plenário no momento da votação. "A dificuldade está em colocar todos [os senadores aliados] aqui."

A líder do bloco aliado composto por PT, PTB, PR, PP, PCdoB e PDT, Ideli Salvati (PT-SC), disse que as conversas com

estes partidos têm avançado. No PDT, por exemplo, que tem cinco senadores, ela foi informada pelo líder Jefferson Péres (AM) que o partido critica questões pontuais, mas não tem resistências em votar a proposta do governo.