Lideranças nacional e estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ironizaram hoje a proposta do candidato do PSDB à Presidência da República, senador José Serra, de criar 8 milhões de empregos em quatro anos de mandato. ?É claro que a questão do desemprego é gravíssima e portanto será tema central da campanha de todos os candidatos?, disse Antônio Carlos Spis, presidente da CUT paulista. ?E é consenso também que o Brasil precisa voltar a crescer. Mas Serra é a continuidade do que está aí, do governo que criou a exclusão, não garante a criação de novos postos de empregos nem a inclusão?, afirmou Spis. Na avaliação de Spis, o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário, sempre teve o tema do emprego e da inclusão social como prioridade. ?Mesmo sem o embate eleitoral, seja com Serra ou com outro candidato, Lula está extremamente preparado e tem sinceridade no que fala?, disse. ?O PT governa 50 milhões de pessoas, com políticas sociais premiadas internacionalmente e o Lula não é o despreparado que tentam passar. Mais do que isso, o PT não é uma pessoa, é um programa de governo.?
Para João Felício, presidente da CUT nacional, a proposta de Serra também não merece crédito. ?Agora, depois de oito anos sem fazer nada, vem esse senhor José Serra falar de emprego na segunda-feira?, disse Felício, referindo-se ao nome do programa tucano de geração de emprego. ?Se ele sabia como fazer tão direitinho como explica no programa de TV, podia ter feito isso antes, já que ele é amigo do presidente e conhece todo mundo em Brasília. Mas não, e chega agora com essa cara-de-pau, pensando que a gente vai acreditar que ele vai criar 8 milhões de emprego?, disse Felício.
Ele lembra que quando Fernando Henrique Cardoso assumiu o governo o índice de desemprego estava entre 13% e 14% e atingiu a taxa de 20% em oito anos.


