O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandoeski encaminhou nesta quinta-feira (20) o resultado de todas as diligências pedidas pelo Ministério Público no inquérito para investigar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O destino de Renan está agora nas mãos do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Caso o procurador decida oferecer a denúncia, os ministros do Supremo avaliarão se os argumentos do procurador são ou não consistentes. Em caso afirmativo, Renan deixará de ser investigado para se tornar réu de uma ação penal.

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O procurador vai apurar se Renan tinha renda suficiente para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem teve um filho fora do casamento, ou se recorreu à ajuda financeira da construtora Mendes Júnior para arcar com a despesa. No despacho feito pelo ministro STF, relator do processo, foram encaminhados dados das movimentações bancárias feitas por Renan desde 2000, as declarações de imposto de renda, o resultado da perícia feita pela Polícia Federal nos documentos de defesa, uma lista de todas as emendas apresentadas pelo senador desde 2000 e cópia dos processos que ele responde no Conselho de Ética.

No Senado, Renan alegou ter vendido bois de suas fazendas para pagar a pensão e apresentou notas fiscais que comprovariam essas negociações. A Polícia Federal encontrou falhas nas informações e erros nas notas fiscais apresentadas pelo senador. Essa perícia inicial, no entanto, foi refeita pela PF a pedido do procurador e novos documentos foram analisados. Depois de analisar esses dados, Antonio Fernando pode pedir mais documentos. Caso não considere necessário, ele decidirá se recomenda o arquivamento do inquérito ou se denuncia Renan Calheiros.

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