A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP) constatou irregularidades na cozinha de 13 restaurantes de São Paulo durante operação de fiscalização realizada entre 8 e 13 de junho. O resultado do relatório foi divulgado nesta quinta-feira, 15, e antecipado pela Folha de S. Paulo. Em sete, as equipes encontraram produtos vencidos. Após o período de defesa, e caso se confirme a irregularidade, os estabelecimentos poderão ser autuados com multas que vão de R$ 600 a R$ 9 milhões, a depender da gravidade e do faturamento do restaurante.

continua após a publicidade

Ao todo, 23 restaurantes passaram por fiscalização. Em sete, foram identificados produtos fora da data de validade, entre eles Amadeus, Jardim de Napoli, Outback (Moema), Pizzaria Dona Firmina e Eataly..

continua após a publicidade

O supervisor de fiscalização do Procon, Bruno Teleze Stroebel, disse ao Estado que a operação ocorreu com base em denúncias de consumidores e da própria fiscalização de ofício do órgão. “O porcentual de irregularidades encontrado nos chamou a atenção. O que geralmente fica em torno de 30% dos estabelecimentos fiscalizados, agora foi de 80%”, disse.

continua após a publicidade

Após receber o auto de constatação, as empresas terão 15 dias para apresentar defesa. Se o Procon entender que deverá ser aplicada a multa, emitirá aos estabelecimentos o auto de infração com o valor estipulado e o prazo para pagamento.

A dona do restaurante Amadeus, Bela Masano, contestou o resultado da fiscalização. “Sabemos que não somos perfeitos, que há falhas, que tudo deveria estar etiquetado, mas uma coisa muito distinta é dizer que servíamos comida imprópria para consumo. Era uma comida que daria para o meu filho, sem dúvidas”, disse. O Outback informou que prestará os devidos esclarecimentos ao Procon “em relação às duas unidades de produto identificadas pelo órgão em fiscalização realizada em uma das unidades da rede”. O Eataly disse ter “o compromisso de oferecer produtos de alta qualidade aos clientes” e que adota “minuciosos processos internos de treinamento, fiscalização e procedimentos”. Jardim Napoli e a Pizzaria Dona Firmina não responderam aos questionamentos da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.