A juíza Karen Pinheiro, da Comarca de Soledade (RS), determinou o arquivamento do inquérito policial que havia indicado a possibilidade de estelionato na recepção do maior prêmio individual da história da Mega Sena. A decisão foi tomada ontem e aponta a falta de provas para o suposto crime e também a licitude da aposta vencedora.

A fortuna de R$ 119 milhões do concurso 1220 foi paga pela Caixa Econômica Federal a um empresário de São José do Herval em outubro do ano passado por jogo feito em lotérica de Fontoura Xavier. Ao mesmo tempo, um grupo de apostadores alegou que o volante vencedor teria sido retirado de um “bolão” feito por eles, com 19 apostas, substituído por outro, com números não premiados, e entregue ao homem que sacou o prêmio.

A polícia investigou o caso e entendeu que dois dos 11 apostadores, o dono da lotérica, o empresário vencedor e um funcionário dele teriam participado ou omitido informações sobre a suposta substituição do bilhete, que teria prejudicado os outros nove.

A Justiça entendeu que o volante vencedor estava em meio a 54 apostas feitas pelo empresário, em uma sequência lógica, registrada num mínimo intervalo de tempo, suficiente apenas para o lançamento de cada jogo, enquanto os volantes do grupo que se acreditava vencedor foram registrados em horários diversos.